domingo, 24 de maio de 2009

Depressão e Escrita




Depressão e Escrita


Sou uma pessoa ansiosa e depressiva.A minha taxa de serotonina é organicamente baixa.

O Cloridrato de Sertralina mantém estável.Deveria praticar exercícios físicos, ajudam.

Todavia sou preguiçosa.Escrevo por compulsão.Talvez, eu seja portadora de TOC

(Transtorno Obsessivo Compulsivo) por escrita.

Minha terapeuta nunca me falou a respeito disso.

A despeito do quadro depressivo, sou uma pessoa que ama a vida.

Tenho trabalho, família,casa própria, automóvel, amigos, inteligência ,

fé em Deus, amor e todas as coisas materiais para ter uma vida confortável.

Mesmo assim, há dias em que acordo sem vontade de fazer nada, ficar ali, prostrada , sem ação.

É nesta hora, que há força interior que existe dentro de mim vem à tona.

Não posso dar-me ao luxo da entrega à depressão.

Quem já sofreu, sofre deste mal ou tem algum familiar depressivo sabe exatamente do que eu estou falando.

É algo cruel demais, pois o que dói é a alma.

Não há feridas expostas, uma perna engessada ou algo visível aos olhos externos.

Apenas eu, sei o quanto dói.Nestes momentos, o melhor remédio não é Prozac, Fluoxitina ou Sertralina...É a escrita.

Escrevo .Exponho o que sinto ou aquilo que eu gostaria de sentir naquele momento...

O alívio vem...A vida é boa e devemos vive-la da melhor maneira possível .

Carregando e aceitando nossos problemas , que podem ser bem menores que os problemas do vizinho.

Denise Severgnini

DEPRESSÃO


DEPRESSÃO






Ebulição conflitante de sentimentos


Ir e vir de emoções boas e ruins


Quero vida, nego morte por consciência




Na angústia de certos momentos


Dúbios pensamentos de fins


Devem ser banidos da existência




A dor de uma alma é invisível




Não é palpável... É agonia incrível





Denise Severgnini

PLETORA//GÓTICA



PLETORA//GÓTICA


sanguínea intenção//fúnebre aparência

feroz emoção...// depressivos sentimentos

Paixão macabra.// Amor sanguinolento!


Karinna//Denise Severgnini

GÓTICA







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GÓTICA





Gosto sombrio, trevas em atração


mpanos atentos a entristecidos sons


Carregam graça na fúnebre aparência





Denise Severgnini

Sombria




Sombria


Nuviosa paisagem enaltecida

Solitude do imo compungido

Corvos _companhia entristecida



Denise Severgnini

Sanguínea

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Sanguínea



Escarlate nas mãos

Angústia no cerne

Indícios de repúdio



Denise Severgnini

DAMA NAS TREVAS

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DAMA NAS TREVAS


No apocalipse em que me encontro

Anoiteço ante a fúria dos cavaleiros

Meu tempo finda.Sou sombra sem luz!


Denise Severgnini

ANJO NEGRO QUE SE FOI







ANJO NEGRO QUE SE FOI




Imersa em sangüíneas sombras


Abro níveas asas.Maculam-se


Muito resta de tuas garras em mim





Denise Severgnini

A CRUZ E A ESPADA,

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A CRUZ E A ESPADA,


Vacilei, lágrimas de sangue verti

Pedi perdão ante a cruz da morte

Enterrei a espada no meu amor


Denise Severgnini


Duplix:


vacilei, lágrimas de sangue verti // sofri, e na escuridão me perdi

pedi perdão ante a cruz da morte // lamentei a crueldade de minha sorte

enterrei a espada no meu amor // matando a mim mesmo sem pudor


Denise Severgnini// Mauro Gouvea

SOMBRA SEM LUZ,


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SOMBRA SEM LUZ,


Vislumbro formas indecifráveis

Flagelos em degredo eterno

Nada sou além um espectro



Denise Severgnini

SOMBRA SEM LUZ



SOMBRA SEM LUZ


C

É

Única abóboda sem luz...

In Blue, lágrimas
acendem sorrisos largos,

------------s
----------o
--------b
-----e
--m
_______________ao mar...
__________________sombra sem luz...
________________________da claridade !


Denise Severgnini

SOMBRA AZUL






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SOMBRA AZUL


C

É

Única luz...


InBlue,

lágrimas de sangue real

Nos meus olhos,


E

-s

--c

---o

----r

-----r

------e

-------m


________ao mar...

_____________sombra azul...

______________da tua funestra ausência!


Denise Severgnini

CADÁVERES




CADÁVERES



manhã insuportável,
atmosfera pesada
ar poluído,

Corpos amontoados
Automóveis nas avenidas...
sangue nas veias...


Passa uma esquina,
Outra...
Acidente fatal.

Multidão,
(como agregamento íons)

sangue no asfalto,

Corpos lançados>_____>>

___>consideráveis distâncias.

_______>Tudo esperado ...

cidades hostis,bom senso esquecido.

___________________tudo passa,

____________________só permanece,

________________lembrança testemunha:

_____________________...vidas que se perderam...

____________________...cadáveres jazentes...

____________...pessoas que não mudam...

________...criaturas não diferentes....




Denise Severgnini

REST IN PEACE


http://miguelandrade.2bsmart.org/wp-content/uploads/2009/02/rest-in-peace-640x480.jpg




REST IN PEACE



Matei a poesia e de seu corpo fiz mortalha

Retalhei o verso à navalha, de cada corte

Eu fiz meu suporte a sustentar toda insensatez

Proveniente da morbidez estática de todos

Adeus à inspiração que vive a povoar meu imo

Cadaverize-se ante a hipocrisia... Sorria

Carpideiras hão de chorar pelo leite derramado

Lágrimas de crocodilo que salgarão a bala

De canhão apontado para a alma da poetisa

Não pensem que esta morte é fugaz

Tem tempo certo, definido nas leis de Moisés

Como resistir ao apelo da morte que te sorri

Alma e realidade caminham juntas, mas peleiam

Sobrando apenas o velho dito:_Rest in peace!



Denise Severgnini

BANDIDA LUA

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Bandida Lua



Oh Selene, andarilha das noites cruas

Nas alcatifas da minha quimera vives

E a conspurcas de maneiras espúrias

Breu ativa-se nas biografias breves...



Tua maldade pulcra legifera teses

Mal resolutas, ambíguas, letíferas

Que perpetrar se abismas meus deslizes?

Lapso de era!Falhas infrutíferas...



Impeço tua extensão e, então, adejo

Em cenóbios mediévicos, permaneço

Avejão de Arthur oscula-me sem pejo

Não padeço!Venero afetuoso gracejo



Nos orbes de Cíntia, retrocedo a vicejar

Luminar sem fanal, que almejas de mim?

Alvitre do desengano confina-te ao mar!

Almejo meu sorriso em lábio carmesim...



Denise Severgnini

ALMAS NEGRAS

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ALMAS NEGRAS


Almas negras, errantes de subterfúgios;
Migrantes noturnos da miséria humana
Procuras constantes, recônditos refúgios;
Odor fétido que do andamento emana


Torturas resultantes, levantes profundos...
Das almas negras, enlutadas no ódio...
Em todas as terras, em todos os mundos...
São as primeiras a ascender ao pódio.


Códigos e regras a elas não se aplicam
As desgraças da vida, nelas nada implicam...
Até as expiações densas delas se ausentam.


Almas negras, dejetos de um orbe poluído;
Carcaças e destroços de um tempo destruído;
Resquícios de maldade que na Terra habitam.



Denise Severgnini

ÁLGIDO PANORAMA

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ÁLGIDO PANORAMA


O alabastro é friagem


Como gélida é a imagem


A compor a paisagem


Retratada na visão


Seres fétidos povoam


As vizinhanças do burgo_(ser)


Que arriscam insurgir da lápide truanesca


Se a extenuação é certa


E a veracidade é cruciante


Faço um giro de 180º na grua


E peço valhacouto na praia erma


Enregelado clima transparece na existência afável


Que enfastia... Intrinco meus nortes


Abrolho adeus as tuas bestiais preces


Volito para outras esferas à expectativa do fenecimento!




Denise Severgnini

ÓSCULO AUSENTE

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Ósculo Ausente



Nas cortinas do tempo, bordei minhas quimeras

Templário de sonhos, foste tu, que arquitetei

Observei-te ao longe, já de outras e outras eras

Sorvendo as essências daquele beijo que não dei


Na medievalidade da existência, enclausurei-me

Nos antros de fantasmais e impenetráveis castelos

Oh, Deus!Como não afoitei do cavaleiro achegar-me?

Hodierno estado, são as acabrunhas dos meus anelos!


Símplice plantinha, na estrada, observei tua passagem

E preservei no âmago do meu ser, tua figura heróica

Beijei-te, em filigranas de sonhos, mas sem coragem

Nunca proferi sequer eu te amo, na paisagem bucólica...


Bailaram as sazões, os meses, os anos... Novas estações

Maquiei-me de rugas, encaneceram as minhas melenas

Anego ainda em meu ser ósculo ausente... Tantas ilusões

Rascunhei uma biografia em sonhos!Esperei como Helenas!


Denise Severgnini

A ESPADA E A CRUZ

http://gotycfriend.zip.net/images/gotica1.jpg


A ESPADA E A CRUZ



Sal vertido na senda de Santa Luzia

Imolou meu espectro sem lucidez

Vassala de ti, eu ajoelhei sem rezar...


Suserano de mim, lançaste tu, a adaga

Ruíram nossos castelos... Tergiversei!

Cruzado peregrino,aguilhoaste viagem...


Oscilei... lamúrias de sangue lancei

Exorei perdão ante a cruz da morte

Inumei a espada no azado afeto!


Denise Severgnini

TREVAS

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Trevas


Soturnezes assolantes proliferam em certos imos

Ausentam-se os fanais do apropriado discernimento

Cadavéricas configurações ofertam seus préstimos

Promovendo hordas insofismáveis de desentendimento


Adentra-se ao sepulcro, vociferam verdugos Lucíferes

Sorumbáticas teses elevam-se às mentes psicopatas

Cadaverizam estações, hiperbolizam suaves éteres

Egressão faz-se nula! Biografias fenecem obstupefatas.


Soturnos véus embaçam o olhar, quando desprevenido

Tenência! Satanás alvitra ternas seleções ao incauto

Valhacouto!Prudência!São os vocábulos ao entendido

É de maior valimento feijão com arroz a banquete lauto


Denise Severgnini